quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CÁSSIO LOREDANO: Os traços de um craque


Os traços de um craque

O caricaturista Cássio Loredano lança
uma coletânea com cerca de 300
desenhos que homenageiam grandes
nomes da literatura brasileira e universal
Lucila Soares

Ilustrações Cassio Loredano
Vinicius de Moraes
Nelson Rodrigues
Monteiro Lobato
Carlos Drummond de Andrade
O Brasil produziu, no último século e meio, um time notável de caricaturistas. Nesse time, o carioca Cássio Loredano, de 54 anos, tem vaga de titular. Ele é um dos mais conceituados desenhistas brasileiros da atualidade, e um dos poucos de carreira internacional, com trabalhos publicados em veículos como o jornal francês Libération e o italiano La Repubblica. A peculiaridade de sua trajetória é que ele nunca se voltou para a charge, ou seja, para a crônica social e política feita por meio do desenho. Loredano é, antes de mais nada, um retratista. Dispensando diálogos e legendas, bem como a criação de "historinhas", ele reinventa – e às vezes desconstrói impiedosamente – a imagem de figuras célebres. Em três décadas de atuação, ele se especializou em retratos de políticos e de personalidades do mundo cultural. Essa última vertente de sua obra vem representada em Alfabeto Literário (Editora Capivara; 250 páginas; 59 reais), compilação de cerca de 300 caricaturas de escritores.
Com lançamento previsto para o dia 21, Alfabeto Literário reúne trabalhos feitos por Loredano para os suplementos culturais de O Estado de S. Paulo e do jornal espanhol El Paísnos últimos vinte anos. O resultado é um passeio pela literatura universal, que vai de Shakespeare a Machado de Assis, de Luís de Camões a Franz Kafka, de Virgílio a Gabriel García Márquez. Há espaço também para pensadores como Sigmund Freud e Karl Marx. Alguns desenhos são de identificação imediata, pela fidelidade às representações mais conhecidas do retratado, como o Monteiro Lobato e o Vinicius de Moraes que ilustram esta reportagem. Outros contêm referências mais sutis. É o caso do Carlos Drummond de Andrade que aparece curvado sob o peso de uma interrogação – uma referência ao poema clássico E Agora, José?. Ou então do Manuel Bandeira que aparece de mala em punho – o que faz lembrar os versos de Vou-me Embora pra Pasárgada. O corpo de Franz Kafka lembra o de um inseto gigantesco, como se o escritor checo passasse pela transformação do personagem Gregor Samsa em A Metamorfose. E, numa homenagem ao modernismo, o poeta Mário de Andrade é retratado na mesma pose do Abaporude Tarsila do Amaral.

Oscar Cabral
Loredano: ácido com os políticos, ele faz "desenhos de fã" dos escritores

Quem conhece as caricaturas políticas de Loredano sabe que, quando sua intenção é crítica, ele é capaz de distorcer uma figura até as raias do grotesco. Nesse domínio, ele é um craque comparável a poucos. São inesquecíveis, por exemplo, muitos desenhos produzidos para os semanários Opinião e Pasquim e para o Jornal do Brasil durante a ditadura militar, assim como aqueles feitos na Europa para atacar líderes da extrema direita ou o fundamentalista islâmico aiatolá Khomeini, do Irã. Nesses trabalhos – que comporiam, aliás, outro belo livro –, Loredano se mantém próximo do significado original da palavra caricatura: ela vem do italiano carica, que significa carga, ou "ataque impetuoso". Já o que se vê nas suas caricaturas literárias é diferente. Elas são homenagens, ou "desenhos de fã", como diz o próprio autor, um rato de biblioteca. O que elas têm de especial é o fato de que não somente sintetizam os principais traços físicos de um escritor: elas freqüentemente trazem à lembrança seus trabalhos mais importantes e, nos melhores casos, são verdadeiras traduções do espírito de sua obra. 

MÁRIO MENDEZ:OLHAR CARICATURISTA


OLHAR CARICATURISTA




A exposição Mário Mendez - O mestre da caricatura, apresentada no Espaço Cultural Correios (Centro de Fortaleza/CE) pelo Núcleo ArtZ, comemora o Centenário de um dos maiores artistas cearenses, reconhecido entre os seus pares brasileiros pelo traço inconfundível e pela herança deixada a gerações de caricaturistas.

O artista, que colaborou para o sucesso de várias publicações, hoje é pouco lembrado no Ceará. Na exposição, seu traço elegante passeia entre encantadoras caricaturas de políticos, músicos, pintores e outras personagens de sua época, produzidas ao longo de sua carreira de quase 70 anos. A mostra traz ainda ilustrações, pinturas e fotos de sua autoria.

O evento tem curadoria do ilustrador e poeta Klévisson Viana, responsável pela vinda de Mendez à capital do Ceará em 1992 para ser homenageado no I Salão Nacional de Humor de Fortaleza. Mas quem foi Mário Mendez?

Nascido em Baturité em 1907, Mário de Oliveira Mendes, o Mendez, mudou-se para o Rio de Janeiro aos 17 anos. Sua carreira artística teve início com a publicação de sua primeira caricatura na Revista Musical, em 1.º de julho de 1927. A partir de então, passou a colaborar com diversos jornais e revistas, entre eles A NoiteFolha CariocaRevista do RádioRadiolândiaRevista da Semana e O Cruzeiro, contribuindo para o seu sucesso.

Mendez destacou-se por seu traço preciso, facilmente reconhecível, que se tornou sua marca de humor irreverente, despertando a satisfação de alguns e causando incômodo a outros dos seus caricaturados. Certos personagens temiam tornar-se o seu próximo “alvo”. O cantor Orlando Silva, por exemplo, tentou impedir a publicação de sua caricatura, na qual figurava com cara de carneiro. Em vão: Mendez argumentou que “caricatura não humilha ninguém. Ao contrário, enaltece”.

Por outro lado, o artista agradava a figuras como Getúlio Vargas, Ângela Maria e Cândido Portinari. A caricatura de Getúlio criada por Mendez inclusive participou, garbosamente, da campanha eleitoral que conduziu o gaúcho à Presidência da República pela segunda vez (1951-54).

Ao final de sua trajetória profissional, o cearense dedicou-se também à pintura, admitindo ter sempre feito ensaios com os pincéis, no retrato, na paisagem ou na figura. "Minha pintura não está ligada a nenhuma escola. Faço o que sinto e o que gosto de fazer. O que faço é por intuição", afirmou. Sua produção foi interrompida apenas pela morte, em 1996, aos 90 anos.

Núcleo ArtZ:
Em sua notável iniciativa de resgate dos grandes nomes do desenho cearense, os produtores Weaver Lima e Franklin de Oliveira, do Núcleo ArtZ, com esta exposição sobre Mendez dão continuidade ao trabalho que realizou, em 2007, no CCBNB-Centro Cultural do BNB, exposição em homenagem ao Centenário do cartunista Luiz Sá.

*Na imagem, a autocaricatura do artista contempla um painel de personagens em seu traço característico
LEIA MAISMário Mendez, um traço calado
Mendez nasceu em Baturité, Ceará, à zero hora do dia 25 de dezembro de 1907. Chegou ao mundo causando maior confusão, pois a única parteira da cidade assistia à Missa do Galo. O pai, apavorado, entrou às pressas na igreja e arrastou-a para casa. O dia festivo quase carimbou-lhe o nome de Natalino. Mas o pai -- José Mendes de Brito Arraes -- voltou atrás.

Seja como for, a mudança de nome deve ter marcado o menino, pois mais tarde alteraria o "s" do sobrenome por "z". Durante a infância, interessou-se pelo desenho e passava horas copiando caricaturas de J.Carlos, Kalixto e Storne. Cresceu com a arte nas veias e punha isso em prática vendendo bonecos e cartões pintados por ele mesmo. Era simples: montava uma barraca em frente à igreja da cidade para onde se havia mudado (Carutapera/MA).

Certa vez, já morando em Iguatu/CE, precisando de grana, pegou um serviço para pintar o nome de uma mercearia na parede. Preparou a tinta com anil e goma arábica. Ele conta: "Naquela região já não chovia há muito, mas dei azar; choveu durante a noite, levantei de madrugada, ainda escuro e fui olhar os letreiros. Que calamidade! A frente da mercearia estava em petição de miséria, já não se lia o letreiro. A frente da casa estava toda borrada de azul. Não esperei mais nada. Fui à casa de outra tia onde estava hospedado, enfiei algumas roupas numa valise e corri para a estação; comprei uma passagem e peguei o primeiro trem para Fortaleza".

Foi na capital cearense que teve o primeiro contato com a pintura. Mostrou alguns desenhos ao dono do atelier -- Manoel Queirós -- e foi pego como ajudante, sem ganhar nada. Assim seguiu, até que apareceu um tenente da Marinha querendo um cartaz para convocar voluntários. Mendez, que sonhava em viajar, ofereceu-se. Disse que tinha 18 anos (quando tinha 17) e, com essa idade, desembarcou no Rio de Janeiro.

Serviu na banda de música do regimento. Certa vez, fez a caricatura do regente da banda e mostrou-a ao tenente. Logo o desenho saiu na Revista Musical. Era o início de sua carreira de caricaturista. Três anos depois, foi convidado para fazer ilustrações de Carnaval para o jornal A Manhã. Foi um sucesso, e Mendez acabou efetivado.

Também colaborava com os jornais A BatalhaA EsquerdaVanguarda e o Radical. Os caricaturistas da época eram Kalixto, Romano, Guevara, Raul Pederneiras, Justinus e Figueroa (que muito influenciou Mendez). Envolvendo-se com esses artistas, acabou conhecendo Luiz Sá, conterrâneo que fazia histórias em quadrinhos da série Reco-reco, Bolão e Azeitona para as revistas O Tico-Tico e O Malho.

Foi incentivado por Raul Pederneiras, que fazia Cenas da vida carioca para a Revista da Semana e publicava sátiras no Jornal do Brasil. Artistas conhecendo artistas dão sempre uma história boa. Certo dia, quando almoçava numa pensão, viu um cara numa mesa e achou-o caricaturável, tirou um papel do bolso e desenhou-o. A dona da pensão viu e disse a Mendez que aquele cara era (o colega) J.Carlos. Mendez quase teve um treco. Seu ídolo desde a infância estava ali perto! A dona da pensão não perdeu tempo e apresentou Mendez a J.Carlos. Mendez tremia. Só se aquietou quando recebeu elogios do mestre sobre o seu trabalho.

Caricaturistas são debochados e ousados. Quando Mendez casou-se, em 1933, a notícia foi publicada no jornal -- porém, no lugar da tradicional foto, havia uma caricatura dos noivos! Em 1935, Mendez organizou uma exposição de desenhos feitos durante uma viagem à Bahia, Pernambuco e Ceará. No mesmo ano, publicou o livro Tipos e costumes do negro no Brasil.

Um ano depois, seus desenhos saíram na revista O Cruzeiro, despertando o interesse de Belmonte: o "monstro sagrado" da charge trabalhava na Folha da Manhã em São Paulo e convidou Mendez para trabalhar com ele. Em 1938, voltou ao Rio para trabalhar no jornal A Noite, junto com os "feras" da charge: Álvarus, Carlos Thiré, chargista e quadrinhista (criador dos personagens Gavião de Riff, Bob Lloyd, Rafles e Os Três Legionários da Sorte) e Monteiro Filho (que idealizou o personagem Roberto Sorocaba).

Mendez foi ficando famoso. Caricaturava figuras importantes da política e das artes brasileiras. Ele conta que Dalva de Oliveira chorou de desgosto durante uma semana quando viu sua caricatura na revista Carioca. Orlando Silva também ficou aborrecido com ele por ter sido caricaturado com cabeça de carneiro.

Isso não abalou sua carreira, nem sua fama. Em 1941, quando Walt Disney esteve no Rio, vários artistas foram apresentados a ele: J.Carlos, Luiz Sá, Jorge Bastos e... Mendez. Além de desenhar, Mário Mendez era preocupado com arte. Ele comentou: "O humor na caricatura brota espontaneamente. Ele vem só e naturalmente. Não o tentamos nunca... É conseqüência fácil... Se nos acharem rebeldes, não o somos voluntariamente. Rebeldia é fugirmos de uma norma, e como em caricatura não há normas, é absurdo sairmos de uma coisa que não existe. Quantos políticos não devem sua popularidade aos caricaturistas? E no entanto, muitos não gostam de ser caricaturados... Felizmente, não são todos."

Para a campanha de eleição de Getúlio Vargas, o PTB-Partido Trabalhista Brasileiro usou uma caricatura feita por Mendez. Além de Getúlio, Dorival Caymmi e outras personalidades famosas passaram pela ponta de seu lápis in loco: a primeira-dama argentina Eva Perón, o presidente norte-americano Harry Truman, o multiartista Burle Marx, o maestro espanhol Xavier Cugat.

Em 1973 Mendez foi entrevistado por Ziraldo, Nássara e Augusto Rodrigues para o Museu da Imagem e do Som. Sobre a caricatura, disse: "As melhores caricaturas sempre foram aquelas das pessoas com quem a gente convive, das quais podemos captar traços da personalidade que só notamos mesmo com a convivência. Pois como já foi dito, a caricatura é o retrato da alma... Eu acho que uma caricatura acertada, às vezes, vale mais do que uma fotografia. Na foto, as pessoas vão mudando de ano para ano, enquanto a boa caricatura retrata a pessoa durante anos a fio!".

A certa época de sua vida, Mendez abandonou o desenho. Aposentou-se! Mas a veia artística impulsionou-o à música. Trocou o lápis pelo violão. A esposa, Emília, vendo sua capacidade musical, sugeriu que entrasse numa banda. Mendez pensou, pensou e desistiu, largou o violão e voltou ao desenho...

Artista nato e autodidata, Mendez não teve professor nem fez curso algum. Aprendeu tudo vendo, observando e comparando. A caricatura foi sua profissão, meio de expressão e vida. Ele dizia "A gente nasce caricaturista, vira desenhista e morre pintor. Como exemplos, lembro Columbano (Bordalo Pinheiro) de Portugal, (Honoré) Daumier e (Henri de) Toulouse-Lautrec da França, (José Clemente) Orozco do México... e (Emiliano) Di Cavalcanti, que também começou a carreira como caricaturista."

Ele continuou: "Tanto a pintura como a escultura vêm do desenho. Hoje, há uma concepção diferente em relação a essa idéia, devido ao abstracionismo. Mas a pintura figurativa vem sempre do desenho. A cor é inerente. É uma questão de sentimento. Minha pintura não está ligada a nenhuma escola. Faço o que sinto e o que gosto de fazer. O que faço é por intuição."

Mário Mendez esteve ligado à caricatura e ao humor até o fim da vida. Caricaturou Chico Caruso e em1996 foi homenageado no Salão de Humor de Piracicaba. Mas o tempo neste mundo é curto para mestres e gênios... e o criador voltou ao Criador. O traço de Mendez calou-se no mesmo mês em que nasceu, 90 anos depois -- dezembro de 1997. Sua arte está registrada em duas obras editadas pela Ediouro:Caricaturas e caricaturados Como fazer caricaturas.


* O jornalista e quadrinhista Fernando Moretti publicou este texto em seu blog Humor Vítreo 

Encontro com Mendez, Mestre do Traço



Encontro com Mendez, Mestre do Traço 



André Brown

Comigo a paixão pelo desenho e pela caricatura começou cedo. Sempre fui fascinado pelas caricaturas que via na imprensa. Mesmo quando não lia as matérias dos jornais ficava olhando para aquelas caras engraçadas e distorcidas, e tentava reproduzi-las acreditando que os caricaturistas as tinham executado diretamente nas páginas do jornal. Como os meus desenhos na maioria das vezes não saíam bons, ficava a frustração e o desconhecimento das técnicas necessárias para fazer boas caricaturas. Até que um dia meus pais me deram de presente um pequeno livro intitulado Como Fazer Caricaturas,do caricaturista Mendez. Através de seu livro, Mendez foi meu primeiro mestre na arte da caricatura. O livro trazia vários exercícios de construção da figura humana sempre de uma forma bem-humorada, com um traço firme e preciso resultando em excelentes desenhos.  Aquele livro foi a chave que precisava para começar a fazer caricaturas de meus colegas e professores. Lembro-me de um rígido professor de matemática da escola técnica, o Guerra, que tomava de mim as caricaturas que fazia dele e me dava uma bronca cada vez que isso acontecia, mas guardava os meus desenhos na sua pasta. Uma vez, depois da aula, o flagrei rindo no corredor da escola com uma das caricaturas que tinha feito dele nas mãos.
Anos mais tarde, tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o caricaturista Mendez em uma visita a sua casa, levado pelo caricaturista Zé Roberto. Nessa ocasião Mendez já estava com 89 anos e não desenhava mais. Falei para ele da importância do seu trabalho para me estimular a desenhar caricaturas e que eu utilizava o seu livro com os meus alunos de desenho. Com muito esforço ele então levantou-se de sua poltrona dirigindo-se até a sua mesa e autografou para mim um de seus livrosCaricaturas e Caricaturados. Com dificuldade conseguiu escrever uma curta mensagem que para mim é bastante significativa, pois segundo a esposa do Mendez, Dona Emília, ele não tentava escrever ou desenhar há algum tempo por não se conformar com o tremor em sua mão. Acredito que tenha sido o último autógrafo de Mendez que faleceu aos 90 anos em dezembro de 1997.

Referências Bibliográficas:
MENDEZ, Mario. Como fazer caricaturas. Rio de Janeiro, Editora  Ediouro, 1979.
____________ . Caricaturas e caricaturados. Rio de Janeiro, Editora Ediouro,1986.

CARICATURAS DE RONALDINHO GAÚCHO



Ronaldinho


Amir Taqi / Iraq


Ronaldinho



RonaldinhoEduardo De los Santos/Uruguay

Ronaldinho CARICATURE by Amir Davoudi



Ronaldinio

Amir Davoudi/Iran


Casso/Brazil


Ronaldinho CARICATURE

J.Bosco/Brazil

Ronaldinho



Mehdi Alibeygi/Iran

Ronaldinho





Ronaldinho



[http://www.monkey-studio.com]

A história da caricatura


A história da caricatura

Caricatura é um desenho de um personagem da vida real, tal como políticos e artistas. Porém, a caricatura enfatiza e exagera as características da pessoa de uma forma humorística, assim como em algumas circunstâncias acentua gestos, vícios e hábitos particulares em cada indivíduo.
Historicamente a palavra caricatura vem do italiano caricare (carregar, no sentido de exagerar, aumentar algo em proporção). A caricatura é a mãe do expressionismo, onde o artista desvenda e exagera as impressões que a índole e a alma deixaram na face da pessoa.
Caricatura de Charles Darwin desenhada em 1871.
A distorção e o uso de poucos traços são comuns na caricatura. Diz-se que uma boa caricatura pode ainda captar aspectos da personalidade de uma pessoa através do jogo com as formas. É comum sua utilização nas sátiras políticas; às vezes, esse termo pode ainda ser usado como sinônimo de grotesco (a imaginação do artista é priorizada em relação aos aspectos naturais) ou burlesco.
Você sabia que Leonardo Da Vinci desenhou caricaturas ? Assim fez Monet , e Daumier . Junto com todos os tipos de pessoas tambeem estão: Charles Chaplin, Dick Van Dyke e George Clooney,  entre muitos.
Caricatura desenhada por Claude Monet.
Annibale Carracci foi um dos grandes expoentes da caricatura. É o pioneiro na História da Arte a utilizar-se dela, contrapondo-a à idealização. Carracci, família de pintores italianos do fim do século XVI: Ludovico de Bolonha e seus dois primos Agostino e Annibale foram os decoradores da galeria do Palácio Farnese. Em 1585, fundaram em sua cidade natal uma escola onde se formaram grandes artistas do século XVII e que foi a origem do ecletismo acadêmico. Artistas da Escola de Bologna também se destacam nessa forma de arte, como Domenichino e Guercino. Pier Leone Ghezzi (1674 – 1755) foi um dos primeiros a dedicar-se quase que integralmente à realização de caricaturas.
Levando-se em conta que os críticos costumam considerar atributos importantes de uma boa caricatura a máxima expressividade com o mínimo de traços, Gianlorenzo Bernini (1598 – 1680) é tido como um dos mais brilhantes caricaturistas.
É comum vermos caricaturas políticas em nossos jornais ou revistas. Entretanto, as sátiras sociais através de caricaturas já existiam principalmente a partir do século XVIII, realizadas por artistas de renome.
Os ingleses James Gillray (1757 – 1815) e Thomas Rowlandson (1756 – 1827) eram alguns desses artistas considerados brilhantes caricaturistas, que faziam o observador logo reconhecer a personalidade que estava sendo estereotipada.
Artistas como Tiepolo, Puvvis de Chavannes e até Picasso, também têm trabalhos de caricatura. Monet, por exemplo, era caricaturista no início de sua carreira. É comum ainda o uso de elementos caricaturais nas artes gráficas contemporâneas.
Nos dias atuais, são vários os caricaturistas que se destacam internacionalmente, fazendo exposições e publicando na mídia impressa. Os maiores nomes são Sebastian Kruger, Jan Opdebeeck, Mulatier entre outros.
Em seu livro ” Como desenhar caricaturas , Lenn Redman escreveu que a essência da caricatura é exagero não distorção .  Ele sugere que os caricaturistas exageram para o bem da verdade.

No Brasil

A primeira caricatura publicada no Brasil foi uma charge política de autoria de Manuel de Araújo Porto-alegre, em 1836 durante o período regencial,[1] sendo lembrado como o pioneiro da caricatura brasileira.  No Brasil, Raul Pederneiras (Raul), Calixto Cordeiro (K. Lixto) e J. Carlos são nomes que surgem dentre os primeiros artistas exclusivamente caricaturistas. Destacam-se também Nair de Tefé, a primeira mulher caricaturista do mundo, Henrique Fleiuss, Max Yantok, Millôr Fernandes, Lan, Chico Caruso, Cássio Loredano, Angelo Agostini, Cláudio Paiva, Angeli, Glauco Villas-Boas, Laerte, Ziraldo, Jaguar e Henfil, entre outros.

Entre na galeria e veja mais 300 caricaturas: